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Entrevista: Conheça Ta$, um dos novos talentos do RAP nacional

Thiago Soares, mais conhecido como Ta$, é um dos rappers mais talentosos do cenário nacional. Dono de letras impactantes, que abordam a vida cotidiana sob uma ótica bastante interessante, o artista da Makaveli Records conversou com a gente sobre vários assuntos, dentre eles, o primeiro álbum de sua carreira que acabou de sair do forno. Dá uma conferida na entrevista!

Quando ocorreu o seu primeiro contato com o RAP e em que momento da sua vida você decidiu que queria viver disso?

Meu primeiro contato com o RAP foi através do meu pai. Desde pequeno o RAP me chamava a atenção, mas foi um som do Da Guedes chamado “Bem Nessa” que me fez procurar saber mais sobre o estilo. Eu tinha 11 anos, e na época era muito difícil o acesso a esse tipo de material. Quase ninguém tinha uma fita ou um CD de RAP no meu bairro. Lembro que eu gravava em fitas os sons da rádio ou de um CD emprestado, e foi mais ou menos nessa época que escrevi minha primeira letra. Sem base, sem entender de flow, nada. Só o verso “cru” no papel. Com o tempo fui aprendendo mais sobre técnica, métrica e aos 15 anos larguei a escola e decidi que queria viver de RAP.

E quais são as suas influências no estilo?

Racionais MC’s me influenciou bastante. Sabotage, MV Bill, o próprio Da Guedes. Tupac pelo sentimento que botava nas músicas, Nas pela lírica. Eminem, 50 Cent, Ja Rule e por aí vai.

No fim de 2016, você lançou o primeiro disco da sua carreira, entitulado “Cada cabeça, uma sentença”. Conta mais um pouco dele pra gente!

Eu comecei a escrever as letras do álbum em 2014, ainda sem ter contrato com a Makaveli Records. Em 2015 começamos a gravações. O objetivo do disco é passar uma mensagem aos ouvintes, fazer com que eles prestem atenção no que as letras querem transmitir. Tentei contribuir liricamente para o RAP. Acho que isso é o mais importante.

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Capa do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (2016)

E qual a sua faixa preferida?

É difícil dizer. Acho que não tenho uma preferida. Fiz todas com a mesma dedicação.

Soubemos que foi você quem fez a arte do disco. Você também costuma se aventurar nesta área das artes gráficas ou isso aconteceu só nesse caso específico?

Sim! Logo quando comecei a compor, também me envolvi com outros elementos da cultura Hip-Hop, como o Graffiti. Sempre gostei de arte, desenhar sempre foi uma terapia pra mim. Acho até que isso me ajudou bastante com a criatividade nas composições.

Encarte digital do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (Fonte: Original Tchê)

Como você vê a cena do RAP na região Sul do país?

Sinceramente, acho que falta união e mais apoio das próprias pessoas do movimento. Tem muita gente com talento, a cena é forte e tem uma rapaziada fazendo a cena crescer, mas ainda falta visibilidade. Na minha cidade, o público do RAP fortalece bastante, mais ainda rola um preconceito com o nosso estilo, talvez pela cultura da cidade mesmo, por ser uma realidade diferente.

E quais os pontos positivos e negativos de estar fora do eixo RJ-SP no que se refere à cena do RAP?

Não vejo pontos positivos. Acho que todo artista só alcança sucesso quando o som chega até o RJ ou SP. Nós aqui sabemos que, para fazer virar mesmo, o som  tem que chegar até esse eixo. Querendo ou não, é onde tudo acontece.

E o quão importante é a internet nesse sentido? Ela realmente ajuda a aproximar o seu trabalho do grande público?

Ajuda, aumenta a possibilidade do seu trabalho ir longe. O seu som pode ser ouvido em qualquer lugar do mundo. Com divulgação, publicidade, você consegue chegar até o seu público-alvo.

Além do seu trabalho, que de fato é excelente, quais outros artistas ou grupos de RAP de Caxias do Sul você indicaria para nossos leitores acompanharem seus trabalhos também?

O grupo R.A.P 054 faz um trampo da hora. É um grupo que eu faço parte e que une vários estilos. Acompanho de perto também o Cássio Rimador, Shamuska e MN Jhonas. Admiro muito o trabalho dessa rapaziada. Vale a pena conferir!

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Ta$ junto ao grupo R.A.P 054 durante apresentação

Para encerrar: se você pudesse dar um conselho para a galera que está pensando começar no RAP, qual seria?

Acho que procurar ser original, criar o seu próprio estilo. Hoje em dia eu vejo muitos rappers seguindo o que os outros fazem. Ser original e criativo nas letras, procurando sempre aprender. Buscar a própria essência e acreditar no seu trampo.

Acompanhe Ta$ e a Makaveli Records nas redes sociais!

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Autor: Lucas Rodrigues

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