Música

Você precisa ouvir #2 – David Dallas

 

Há de se concordar que a Nova Zelândia possui pouca influência no cenário do RAP/Hip-Hop mundial. Mas se existe um cara disposto a mudar isso, este cara é David Dallas. Nascido em Auckland, o talentoso rapper vem conquistando a atenção do grande público com o seu excelente trabalho.

David Dallas iniciou sua carreira na música como parte da dupla Frontline em 2001, juntamente com o produtor Nick Maclaren. O primeiro (e único) álbum de estúdio da dupla, chamado Borrowed Time, foi lançado oficialmente em outubro de 2005 e ganhou o prêmio de ‘Melhor álbum urbano’ no New Zealand Music Awards do ano seguinte.

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David Dallas (Reprodução: Instagram)

Já sua carreira solo teve início no ano de 2008, com o EP Something Now. No ano seguinte, Dallas lançou o seu primeiro álbum de estúdio, chamado Something Awesome. O álbum que teve algumas de suas faixas produzidas por Nick Maclaren, seu ex-parceiro de dupla, alcançou o 1º lugar no iTunes Charts da Nova Zelândia e foi bastante aclamado pela crítica. Com uma pegada mais Soul, o disco conta com o single Indulge Me e várias outras faixas que merecem a nossa atenção, como Big Time, Runaway e Your Thing.

Dois anos depois, em maio de 2011, o rapper lançou o álbum The Rose Tint. David Dallas o disponibilizou para download gratuito em seu site e já nas primeiras 24h o disco havia chegado à marca de 8 mil downloads. O álbum que conta com as participações dos rappers Freddie Gibbs e Buckshot é simplesmente sensacional e, na minha opinião, o melhor trabalho de David Dallas até aqui. The Rose Tint não segue um padrão musical, cada faixa tem suas peculiaridades, características únicas, e isso é absolutamente incrível. Neste álbum é possível ver todas as faces de David Dallas, suas influências e principalmente a sua versatilidade.

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The Rose Tint (2011) – (Reprodução: Rap Genius)

No ano de 2013, David Dallas lançou Falling Into Place, álbum o qual fez com que seu trabalho finalmente fosse reconhecido mundialmente. Falling Into Place é de fato um ótimo disco. Com uma produção impecável, o álbum contém excelentes faixas, como My Mentality, The Wire e Runnin. Esta última, que também esteve presente na trilha sonora do jogo FIFA 14, o que contribuiu bastante para a popularização do single e consequentemente de todo o trabalho do rapper.

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Falling Into Place (2013) (Reprodução: Wikipedia)

O último trabalho de David Dallas é bastante recente. Hood Country Club, lançado no mês passado, é diferente de tudo o que já foi feito anteriormente pelo músico. Após um hiato de 4 anos, o álbum nos apresenta um novo David Dallas. Com uma sonoridade mais “pesada”, que lembra um pouco Kendrick Lamar e letras que abordam temas sérios, como desigualdade, racismo e padrões sociais, Hood Country Club deixa de lado aquela “descontração” existente nos álbuns anteriores e traz à público um David Dallas mais maduro.

Mas sem dúvidas, o trabalho mais interessante – e diferente – da carreira do rapper é o EP Buffalo Man, lançado em 2012. Fã declarado da banda Jamiroquai, David Dallas produziu seis excelentes faixas usando somente samples do grupo britânico. É simplesmente incrível como o rapper conseguiu combinar de forma tão natural, o seu estilo com o estilo de Jamiroquai. É algo que somente um grande fã é capaz de fazer. Buffalo Man é um trabalho minucioso, onde até mesmo a capa do EP foi inspirada em Jamiroquai: uma versão minimalista de Travelling Without Moving, álbum icônico da banda, lançado em 1996. Irado, não?

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Travelling Without Moving (Jamiroquai) / Buffalo Man (David Dallas)

Resumindo, David Dallas é um dos artistas mais incríveis da atualidade e de fato merece reconhecimento maior. O rapper é um ponto fora da curva, diante de uma cena de RAP/Hip-Hop saturada, onde todos os artistas buscam seguir o mesmo padrão.

Para finalizar, eis aqui o meu ‘Top 10’ de músicas do David Dallas que você DEVE ouvir. Vai por mim, você não vai se arrepender!
#1Caught In A Daze
#2Take A Picture
#3Til Tomorrow
#4 – Put It On The Line
#5Don’t Want The World
#6 – First Time
#7Indulge Me
#8 – Don’t Rate That
#9 – The Wire
#10Runnin

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

 

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As 14 melhores ilustrações de capas de álbuns de Hip-Hop

Um bom álbum começa pela capa! Por isso, listamos neste post as 14 melhores ilustrações de capas de álbuns de Hip-Hop. Dá uma conferida!

#14 – Big K.R.I.T. – 4eva N a Day (Eric Bailey)

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4eva N a Day (2012)

Eric Bailey já é figurinha carimbada nos álbuns do rapper. Responsável por todas as capas dos álbuns de Big K.R.I.T., o ilustrador tem a capa de ‘4eva N a Day’, lançado em março de 2012, vista por muitos como o seu melhor trabalho durante toda essa parceria com o músico. A arte da capa, que mostra uma criança diante de dois extremos – a Bíblia Sagrada e uma igreja ao seu lado esquerdo, e uma garrafa de bebida alcóolica e um bordel ao seu lado direito – gera reflexão, permitindo diversas interpretações, e é isso que faz desta capa, algo especial.

 

#13 – Vinnie Paz – Carry On Tradition (Cristiano Siqueira)

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Carry On Tradition (2013)

Lançado em outubro de 2013, ‘Carry On Tradition’ é o segundo EP do rapper ítalo-americano Vinnie Paz. A arte da capa, que mostra o rapper com os punhos cerrados e o título do disco tatuado nos dedos, foi criada pelo brasileiro Cristiano Siqueiramais conhecido como Cris Vector -, um dos ilustradores mais talentosos e autênticos da atualidade.

 

#12 – Talib Kweli – Gravitas (Aaron Kizer)

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Gravitas (2013)

Lançado em 2013 pela Javotti Media, ‘Gravitas’ é o sexto álbum solo do rapper americano Talib Kweli. O álbum que foi disponibilizado exclusivamente no site do artista, conta com participações de Raekwon, Big K.R.I.T. , The Underachievers e outros vários artistas. O responsável pela capa do disco foi o renomado artista plástico Aaron Kizer, que transformou a imagem de Kweli em mais uma de suas incríveis pinturas.

 

 #11 – Chance The Rapper – Acid Rap (Brandon Breaux)

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Acid Rap (2013)

A capa de ‘Acid Rap’ é simplesmente icônica. É bem improvável que exista alguém na internet que ainda não se deparou com essa imagem. Provavelmente o primeiro contato do grande público com o trabalho de Chance, ‘Acid Rap’ fez grande sucesso, colocando o nome do rapper de Chicago no mapa. A imagem da capa do álbum começou a ser replicada em massa pelos fãs nas redes sociais, que a usavam até mesmo como foto de perfil, o que deve ter deixado Brandon Breauxo artista por trás da arte da capa – extremamente feliz e realizado, com aquele sentimento de dever cumprido. Além de ‘Acid Rap’, Brandon também trabalhou em outros dois álbuns de Chance The Rapper: ’10 Day’ e ‘Chance 3’.

 

#10 – Logic – The Incredible True Story (Sam Spratt)

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The Incredible True Story (2015)

Fascinado por filmes de ficção científica, Logic trouxe essa temática para ‘The Incredible True Story’. A história do álbum se passa no ano de 2115, onde a vida na Terra é inexistente. Em busca de um novo lar, os personagens – que dialogam no intervalo entre as faixas – viajam pelo espaço em busca de um planeta chamado ‘Paradise’. Para a produção da capa, Logic convidou Sam Spratt, um dos artistas mais extraordinários da atualidade, logo, o resultado não poderia ser outro: uma capa incrível, para um álbum incrível. ‘The Incredible True Story’ é um excelente álbum, seja do ponto de vista musical ou em relação à narrativa da história que nele é contada. E se você acha que a parceria entre os dois artistas acaba por aí, você está enganado. O lançamento do novo álbum de Logic, entitulado ‘Everybody’ está previsto para o dia 5 de maio e, mais uma vez, Sam Spratt será o responsável pela capa.

 

#9 – MF Doom – Mm.. Food? (Jason Jägel)

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Mm.. Food? (2004)

O álbum lançado pela Rhymesayers Entertainment em novembro de 2004 é o quinto do rapper. O artista plástico Jason Jägel, responsável pela produção da capa do disco, captou perfeitamente a essência do álbum – que usa “metáforas alimentares” para abordar variados assuntos – conseguindo transferir o conteúdo das letras para a capa, de forma clara e genuína. Além de ‘Mm.. Food?’, Jägel também trabalhou na reedição da capa de ‘Operation: Doomsday’, álbum de 1999 que foi relançado  em 2011.

 

#8 – Czarface – Czarface (Marvel Comics)

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Czarface (2013)

O supergrupo de Hip-Hop americano Czarface, formado em 2013 pelo membro do Wu-Tang Clan, Inspectah Deck e a dupla 7L & Esoteric, tem em seu álbum de estreia, umas das capas mais legais do Hip-Hop. Produzida pela Marvel Comics, a capa de ‘Czarface’ é uma revista em quadrinhos, com um estilo que remete às edições da década 90 produzidas pelo estúdio. Além da capa que é realmente sensacional, o álbum que conta com participações de Vinnie Paz, Action Bronson, Ghostface Killah e produção do lendário DJ Premier também foi aclamado pelos críticos, sendo recebido de forma extremamente positiva por quem entende do assunto.

 

#7 – 9th Wonder & Buckshot – Chemistry (Romeo and Raphael Tanghal)

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Chemistry (2015)

Lançado em junho de 2015 pela gravadora Duck Down Records, ‘Chemistry’ é um álbum colaborativo entre o rapper Buckshot e o produtor musical 9th Wonder. A capa que remete ao estilo de revistas em quadrinhos – estilo o qual por algum motivo combina perfeitamente com este gênero musical – , traz os dois artistas em uma espécie de laboratório científico e foi produzida pelos ilustradores Romeo e Raphael Tanghal, pai e filho respectivamente. Um trabalho simplesmente sensacional e que merece estar nessa lista.

 

#6 – Drake – Nothing Was The Same (Kadir Nelson)

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Nothing Was The Same – Standard Edition (2013)

A capa do álbum ‘Nothing Was The Same’, lançado em 2013, sem dúvida é uma das mais conhecidas de todos os tempos. Por mais que esta temática de mostrar a imagem de rappers em suas infâncias já tenha sido abordada – como nos álbuns ‘Tha Carter III’ e ‘Tha Carter IV’ de Lil Wayne, e nos clássicos ‘Illmatic’ e ‘Ready To Die’ de Nas e Notorious B.I.G., respectivamente – , o talentoso artista plástico Kadir Nelson conseguiu desenvolver um trabalho extremamente original, que foi bastante elogiado pela crítica. ‘Nothing Was The Same’ também conta com uma outra capa, presente na edição deluxe, que dessa vez traz a imagem de Drake atualmente, já na fase adulta.

 

#5 – Outkast – ATLiens (Frank Gomez)

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ATLiens (1996)

A ideia do diretor de arte DL Warfield em transformar a capa do álbum ATLiens’ , do lendário grupo Outkast em uma revista em quadrinhos foi simplesmente genial. E mais genial ainda foi convidar para fazer esse trabalho, a fera Frank Gomez, na época ilustrador da Marvel e DC Comics, responsável pelas histórias de personagens famosos como Superman.

 

#4 – Action Bronson – Rare Chandeliers (Johnny Sampson)

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Rare Chandeliers (2012)

Lançado em novembro de 2012, ‘Rare Chandeliers’ tem uma das capas mais loucas do Hip-Hop. Um carro incendiado, um feiticeiro e UM JACARÉ COM METRALHADORA são apenas alguns dos elementos presentes na capa do álbum, que faz com o que você se pergunte o que Action Bronson tem na cabeça. Porém, apesar da ideia de Bronson ser um tanto quanto non-sense, o mesmo disse em entrevista que o processo de criação da capa do disco foi  surpreendentemente fácil. Bastou uma ligação para que o cartunista e ilustrador Johnny Sampson entendesse pefeitamente o que rapper tinha em mente e colocasse, segundo o próprio Bronson, “exatamente tudo o que ele queria ver na capa”.

 

#3 – Kanye West – Graduation (Takashi Murakami)

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Graduation (2007)

O renomado artista japonês Takashi Murakami é o cara por trás de uma das capas mais conhecidas de todos os tempos. A parceria surgiu após Kanye visitar o estúdio de Murakami em Tóquio, enquanto estava em turnê. Além de aparecer na capa do álbum, o ‘Dropout Bear’ também aparece no clipe ‘Good Morning’, primeira faixa do disco, onde o mesmo ganha vida, tentando chegar a tempo à sua cerimônia de formatura, atravessando vários obstáculos pelo caminho.

 

#2 – Snoop Dogg – Doggystyle (Joe Cool)

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Doggystyle (1993)

No longínquo ano de 1993, Snoop Dogg estava prestes a lançar o seu álbum de estreia, entitulado ‘Doggystyle’ e que futuramente se tornaria um clássico. Para produzir a arte da capa, Snoop chamou seu primo, Joe Cool, e lhe pediu que criasse algo imaginando como seria a vida do rapper caso a mesma fosse um desenho animado. Não sabemos se foi porque Joe Cool era primo de Snoop, logo o conhecia bastante ou se ele era realmente um artista sensível, que captou perfeitamente a essência do álbum, mas uma coisa é certa: a capa de ‘Doggystyle’ representa exatamente a forma como imaginamos a vida do rapper e Joe Cool merece levar todo o mérito por isso!

 

#1– 2pac – The Don Killuminati: The 7 Day Theory (Ronald “Riskie” Brent)

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The Don Killuminati: The 7 Day Theory (1996)

E no topo dessa lista, está ‘The Don Killuminati: The 7 Day Theory’. Lançado em 1996 pela Death Row/Interscope definitivamente possui uma das capas mais impactantes da história do Hip-Hop. Gerando imensa repercussão na época, a imagem de 2pac crucificado como Jesus Cristo é emblemática e faz com que o nome de Ronald “Riskie” Brent fique marcado na história como o criador deste clássico.

E aí, curtiu a lista? Faltou alguma capa?
Deixe sua opinião nos comentários! O seu feedback é essencial!
#RNGD

Autor: Lucas Rodrigues

 

 

 

 

 

Você precisa ouvir #1 – Grieves

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Grieves (Reprodução: Instagram)

Nascido em 23/2/1984 em Seattle, Benjamin Laub, mais conhecido como Grieves, é sem dúvidas um dos rappers mais talentosos que já surgiram nos últimos anos.

O artista de RAP/Hip-Hop faz parte da Rhymesayers Entertainment, renomada gravadora independente de Hip-Hop situada em Minnesota, que conta também com outros excelentes nomes do gênero, como Brother Ali, Aesop Rock, Dilated Peoples, MF DOOM e a dupla Atmosphere.

Apesar de jovem, Grieves já está fazendo barulho na cena do Hip-Hop independente há um bom tempo. Sua carreira teve início no longínquo ano de 2005, quando ele lançou o EP Every Hell Has Its Springtime. Um excelente ‘debut‘, onde Grieves já mostrava a que veio.
Em 2007, Grieves lançou de forma independente o seu primeiro álbum, Irreversible. Com excelentes faixas, como Scar Gardens, Unedible, Half Empty e o próprio single Irreversible, esse álbum mostra um amadurecimento de Grieves em todos os aspectos. Letras, melodias, tudo parece mais consistente e bem construído.
No ano seguinte (2008), Grieves firmou uma parceria com o produtor, multi-instrumentista – e gênio – Budo, com quem ele lançou os seus dois próximos álbuns: 88 Keys & Counting (2010) e Together/Apart (2011) – que na minha opinião, é o melhor trabalho de Grieves e um dos melhores álbuns que já ouvi na vida.

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Together Apart (2011) (Reprodução: Rhymesayers Entertainment)

O último trabalho de Grieves é o álbum Winter and the Wolves (2014), lançado pela Rhymesayers Entertainment. O álbum possui 14 faixas igualmente excelentes e é o ótimo resultado da combinação entre pianos orgânicos e guitarras com sintetizadores pesados. Quanto às letras, como já dito pelo próprio artista, Winter and the Wolves é “uma reflexão sobre crescimento e maturidade, que também fala sobre descobrir que você está sozinho na vida, diante de inúmeros obstáculos que você tem de superar com coragem”. Irado, não? Quando puder, ouça!

Grieves é um artista extremamente versátil, que transita por todas as vertentes do RAP/Hip-Hop, sempre com o mesmo nível de excelência. Grieves não costuma seguir um ‘padrão musical’; cada música é uma experiência diferente e é isso que o torna um dos artistas mais talentosos de sua geração. Em se tratando de Grieves, nós nunca sabemos ao certo se o seu próximo som vai ser algo mais underground, com aquele beat bem old school ou algo caindo mais parar o pop. A única coisa que podemos ter certeza sobre a próxima música de Grieves é que ela vai ser excelente!

Eu o vejo como um músico completo. Grieves detém total controle sobre suas obras: composição, arranjo e produção final. Com uma facilidade absurda em criar melodias, Grieves eleva o Hip-Hop a outro nível, com o uso de instrumentos musicais que não costumamos ouvir com tanta frequência nesse gênero musical, como pianos orgânicos, trompetes, baixos e guitarras. Isso sem citar o fato de que Grieves raramente erra no uso de samples em suas músicas. É incrível como ele sempre acerta no ponto quando se trata disso. Um exemplo claro é a música Irreversible, onde Grieves sampleou de forma genial a faixa Just An Old Fashion Love Song do lendário Paul Williams.

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Grieves atua em todas as áreas na produção de suas faixas (Reprodução: Facebook)

Mas definitivamente, o que mais distingue Grieves da maioria dos outros rappers é a sua extensão vocal. Além de rimar de forma incrível, quebrando as frases de maneira não muito ortodoxa – que até lembra um pouco o seu companheiro de gravadora Brother Ali – Grieves também canta os seus próprios refrões e faz isso extremamente bem. Essa versão ao vivo de Kidding Me mostra isso que acabei de dizer.

Resumindo, Grieves é um dos artistas mais talentosos e versáteis da atualidade e merece toda a nossa atenção. Não posso afirmar que muito em breve Grieves estará estourando nas rádios e o seu trabalho será reconhecido mundialmente, já que o sucesso no mundo da música depende de diversos fatores – e muitos nem são referentes à música de fato -, mas que Grieves tem talento o bastante para que isso ocorra, é fato!

Para finalizar, eis aqui o meu ‘Top 10’ de músicas do Grieves que você DEVE ouvir. Vai por mim, você não vai se arrepender!
#1Sunny Side Of Hell
#2Bloody Poetry | Bloody Poetry (Acústico)
#3Shreds
#4Lightspeed
#5October In The Graveyard
#6Breath Of Air
#7On The Rocks
#8Irreversible
#9Prize Fighter
#10No Matter What

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

Entrevista: Conheça Ta$, um dos novos talentos do RAP nacional

Thiago Soares, mais conhecido como Ta$, é um dos rappers mais talentosos do cenário nacional. Dono de letras impactantes, que abordam a vida cotidiana sob uma ótica bastante interessante, o artista da Makaveli Records conversou com a gente sobre vários assuntos, dentre eles, o primeiro álbum de sua carreira que acabou de sair do forno. Dá uma conferida na entrevista!

Quando ocorreu o seu primeiro contato com o RAP e em que momento da sua vida você decidiu que queria viver disso?

Meu primeiro contato com o RAP foi através do meu pai. Desde pequeno o RAP me chamava a atenção, mas foi um som do Da Guedes chamado “Bem Nessa” que me fez procurar saber mais sobre o estilo. Eu tinha 11 anos, e na época era muito difícil o acesso a esse tipo de material. Quase ninguém tinha uma fita ou um CD de RAP no meu bairro. Lembro que eu gravava em fitas os sons da rádio ou de um CD emprestado, e foi mais ou menos nessa época que escrevi minha primeira letra. Sem base, sem entender de flow, nada. Só o verso “cru” no papel. Com o tempo fui aprendendo mais sobre técnica, métrica e aos 15 anos larguei a escola e decidi que queria viver de RAP.

E quais são as suas influências no estilo?

Racionais MC’s me influenciou bastante. Sabotage, MV Bill, o próprio Da Guedes. Tupac pelo sentimento que botava nas músicas, Nas pela lírica. Eminem, 50 Cent, Ja Rule e por aí vai.

No fim de 2016, você lançou o primeiro disco da sua carreira, entitulado “Cada cabeça, uma sentença”. Conta mais um pouco dele pra gente!

Eu comecei a escrever as letras do álbum em 2014, ainda sem ter contrato com a Makaveli Records. Em 2015 começamos a gravações. O objetivo do disco é passar uma mensagem aos ouvintes, fazer com que eles prestem atenção no que as letras querem transmitir. Tentei contribuir liricamente para o RAP. Acho que isso é o mais importante.

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Capa do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (2016)

E qual a sua faixa preferida?

É difícil dizer. Acho que não tenho uma preferida. Fiz todas com a mesma dedicação.

Soubemos que foi você quem fez a arte do disco. Você também costuma se aventurar nesta área das artes gráficas ou isso aconteceu só nesse caso específico?

Sim! Logo quando comecei a compor, também me envolvi com outros elementos da cultura Hip-Hop, como o Graffiti. Sempre gostei de arte, desenhar sempre foi uma terapia pra mim. Acho até que isso me ajudou bastante com a criatividade nas composições.

Encarte digital do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (Fonte: Original Tchê)

Como você vê a cena do RAP na região Sul do país?

Sinceramente, acho que falta união e mais apoio das próprias pessoas do movimento. Tem muita gente com talento, a cena é forte e tem uma rapaziada fazendo a cena crescer, mas ainda falta visibilidade. Na minha cidade, o público do RAP fortalece bastante, mais ainda rola um preconceito com o nosso estilo, talvez pela cultura da cidade mesmo, por ser uma realidade diferente.

E quais os pontos positivos e negativos de estar fora do eixo RJ-SP no que se refere à cena do RAP?

Não vejo pontos positivos. Acho que todo artista só alcança sucesso quando o som chega até o RJ ou SP. Nós aqui sabemos que, para fazer virar mesmo, o som  tem que chegar até esse eixo. Querendo ou não, é onde tudo acontece.

E o quão importante é a internet nesse sentido? Ela realmente ajuda a aproximar o seu trabalho do grande público?

Ajuda, aumenta a possibilidade do seu trabalho ir longe. O seu som pode ser ouvido em qualquer lugar do mundo. Com divulgação, publicidade, você consegue chegar até o seu público-alvo.

Além do seu trabalho, que de fato é excelente, quais outros artistas ou grupos de RAP de Caxias do Sul você indicaria para nossos leitores acompanharem seus trabalhos também?

O grupo R.A.P 054 faz um trampo da hora. É um grupo que eu faço parte e que une vários estilos. Acompanho de perto também o Cássio Rimador, Shamuska e MN Jhonas. Admiro muito o trabalho dessa rapaziada. Vale a pena conferir!

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Ta$ junto ao grupo R.A.P 054 durante apresentação

Para encerrar: se você pudesse dar um conselho para a galera que está pensando começar no RAP, qual seria?

Acho que procurar ser original, criar o seu próprio estilo. Hoje em dia eu vejo muitos rappers seguindo o que os outros fazem. Ser original e criativo nas letras, procurando sempre aprender. Buscar a própria essência e acreditar no seu trampo.

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Autor: Lucas Rodrigues

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