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Profile – Mateus Brauns

Mateus Brauns promete figurar no topo da categoria dos moscas muito em breve. Com apenas 22 anos, o atleta tem mostrado o seu valor no cenário do MMA amador. Prestes a lutar pelo WOCS 45, evento que ocorre neste sábado (25), Magriça – como é conhecido -, conta para nós um pouco da sua trajetória, dos seus treinos na TFT e óbvio, desta sua próxima batalha.

Vamos pra entrevista!

Quando você começou nas artes marciais?

Comecei com o mestre Felipe Monstrinho no Kickboxing e Muay Thai, em 2009, com 15 anos de idade.

E quem são os seus ídolos no esporte?

Tenho muitas influências na luta. Anderson Silva, William Viana, Edson Barboza e muitos outros. Mas tem um que predomina e é até fácil saber, que é o Dominick Cruz.

Apesar de ter o Muay Thai como base, você tem mostrado muita evolução também no jogo de chão. Uma prova disso é o seu cartel, onde de suas 3 vitórias, 2 vieram por finalização. Hoje você acredita que pode levar a luta para qualquer área e sair com a vitória?

Por vir da trocação, me sinto mais a vontade na luta em pé, mas nas minhas duas últimas lutas mostrei que estou evoluindo o meu Jiu-Jitsu e a cada dia me sinto mais confortável de transitar por qualquer área do MMA.

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Magriça comemorando sua última vitória no Muay Thai

Tivemos a oportunidade de acompanhar uma sessão de sparring na TFT e o que deu para perceber, além do altíssimo nível técnico dos  atletas, é a intensidade do treino. Os lutadores dão tudo de si, como se fosse o último round de uma disputa de cinturão. O quanto isso influencia na hora da luta? Você realmente se sente mais confiante e preparado?

Nós temos hoje uma das melhores equipes do mundo. Os treinos são sempre muito fortes e desgastantes, o que nos deixa preparados para qualquer situação que possa vir a ocorrer na luta. Tomar ‘amasso’ no treino para poder ‘amassar’ na luta.

O momento que antecede as lutas é algo bem peculiar. Enquanto alguns atletas dizem que este é o período onde eles ficam mais calmos durante todo o camp, outros dizem que este é o momento onde eles ficam mais ansiosos e inquietos. E no seu caso? Como você lida com essa situação?

Eu fico sempre muito tranquilo antes da luta. Não costumo sentir muita ansiedade, só aquela adrenalina boa quando faço a encarada e quando chamam meu nome para subir e lutar mesmo. Costumo sentir muita fome também! (risos).

A sua próxima será no WOCS 45, que acontece no próximo sábado (25). Como foi a preparação para essa luta e o que espera dela?

Tô me sentindo muito bem para essa próxima batalha, treinando muito forte. Espero a vitória, em primeiro lugar. Mas um ‘nocautezinho’ seria bom (risos).

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Mateus Brauns sendo anunciado como vencedor no WOCS 44

E quais são seus planos para o futuro? O que você deseja alcançar na sua carreira?

Sempre tento dar um passo de cada vez, focando no objetivo mais próximo de ser alcançado. Primeiro, espero vencer bem a minha próxima luta e estrear no profissional com uma bagagem boa, com toda experiência que adquiri no amador. Gosto de pensar no futuro próximo sempre.

Para finalizar, deixamos esse espaço para você dar o recado que quiser para os leitores. Vai que vai!

Quero agradecer a Renegade Supply Co. por me dar essa oportunidade e convidar a todos para conhecerem melhor o meu trabalho. Não só o meu, como de todos os atletas da TFT. Estamos chegando com força total e a New Generation da TFT promete fazer muito barulho! #MagriçaEsmaga

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#RNGD

Você precisa ouvir #1 – Grieves

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Grieves (Reprodução: Instagram)

Nascido em 23/2/1984 em Seattle, Benjamin Laub, mais conhecido como Grieves, é sem dúvidas um dos rappers mais talentosos que já surgiram nos últimos anos.

O artista de RAP/Hip-Hop faz parte da Rhymesayers Entertainment, renomada gravadora independente de Hip-Hop situada em Minnesota, que conta também com outros excelentes nomes do gênero, como Brother Ali, Aesop Rock, Dilated Peoples, MF DOOM e a dupla Atmosphere.

Apesar de jovem, Grieves já está fazendo barulho na cena do Hip-Hop independente há um bom tempo. Sua carreira teve início no longínquo ano de 2005, quando ele lançou o EP Every Hell Has Its Springtime. Um excelente ‘debut‘, onde Grieves já mostrava a que veio.
Em 2007, Grieves lançou de forma independente o seu primeiro álbum, Irreversible. Com excelentes faixas, como Scar Gardens, Unedible, Half Empty e o próprio single Irreversible, esse álbum mostra um amadurecimento de Grieves em todos os aspectos. Letras, melodias, tudo parece mais consistente e bem construído.
No ano seguinte (2008), Grieves firmou uma parceria com o produtor, multi-instrumentista – e gênio – Budo, com quem ele lançou os seus dois próximos álbuns: 88 Keys & Counting (2010) e Together/Apart (2011) – que na minha opinião, é o melhor trabalho de Grieves e um dos melhores álbuns que já ouvi na vida.

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Together Apart (2011) (Reprodução: Rhymesayers Entertainment)

O último trabalho de Grieves é o álbum Winter and the Wolves (2014), lançado pela Rhymesayers Entertainment. O álbum possui 14 faixas igualmente excelentes e é o ótimo resultado da combinação entre pianos orgânicos e guitarras com sintetizadores pesados. Quanto às letras, como já dito pelo próprio artista, Winter and the Wolves é “uma reflexão sobre crescimento e maturidade, que também fala sobre descobrir que você está sozinho na vida, diante de inúmeros obstáculos que você tem de superar com coragem”. Irado, não? Quando puder, ouça!

Grieves é um artista extremamente versátil, que transita por todas as vertentes do RAP/Hip-Hop, sempre com o mesmo nível de excelência. Grieves não costuma seguir um ‘padrão musical’; cada música é uma experiência diferente e é isso que o torna um dos artistas mais talentosos de sua geração. Em se tratando de Grieves, nós nunca sabemos ao certo se o seu próximo som vai ser algo mais underground, com aquele beat bem old school ou algo caindo mais parar o pop. A única coisa que podemos ter certeza sobre a próxima música de Grieves é que ela vai ser excelente!

Eu o vejo como um músico completo. Grieves detém total controle sobre suas obras: composição, arranjo e produção final. Com uma facilidade absurda em criar melodias, Grieves eleva o Hip-Hop a outro nível, com o uso de instrumentos musicais que não costumamos ouvir com tanta frequência nesse gênero musical, como pianos orgânicos, trompetes, baixos e guitarras. Isso sem citar o fato de que Grieves raramente erra no uso de samples em suas músicas. É incrível como ele sempre acerta no ponto quando se trata disso. Um exemplo claro é a música Irreversible, onde Grieves sampleou de forma genial a faixa Just An Old Fashion Love Song do lendário Paul Williams.

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Grieves atua em todas as áreas na produção de suas faixas (Reprodução: Facebook)

Mas definitivamente, o que mais distingue Grieves da maioria dos outros rappers é a sua extensão vocal. Além de rimar de forma incrível, quebrando as frases de maneira não muito ortodoxa – que até lembra um pouco o seu companheiro de gravadora Brother Ali – Grieves também canta os seus próprios refrões e faz isso extremamente bem. Essa versão ao vivo de Kidding Me mostra isso que acabei de dizer.

Resumindo, Grieves é um dos artistas mais talentosos e versáteis da atualidade e merece toda a nossa atenção. Não posso afirmar que muito em breve Grieves estará estourando nas rádios e o seu trabalho será reconhecido mundialmente, já que o sucesso no mundo da música depende de diversos fatores – e muitos nem são referentes à música de fato -, mas que Grieves tem talento o bastante para que isso ocorra, é fato!

Para finalizar, eis aqui o meu ‘Top 10’ de músicas do Grieves que você DEVE ouvir. Vai por mim, você não vai se arrepender!
#1Sunny Side Of Hell
#2Bloody Poetry | Bloody Poetry (Acústico)
#3Shreds
#4Lightspeed
#5October In The Graveyard
#6Breath Of Air
#7On The Rocks
#8Irreversible
#9Prize Fighter
#10No Matter What

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

Entrevista: Conheça Ta$, um dos novos talentos do RAP nacional

Thiago Soares, mais conhecido como Ta$, é um dos rappers mais talentosos do cenário nacional. Dono de letras impactantes, que abordam a vida cotidiana sob uma ótica bastante interessante, o artista da Makaveli Records conversou com a gente sobre vários assuntos, dentre eles, o primeiro álbum de sua carreira que acabou de sair do forno. Dá uma conferida na entrevista!

Quando ocorreu o seu primeiro contato com o RAP e em que momento da sua vida você decidiu que queria viver disso?

Meu primeiro contato com o RAP foi através do meu pai. Desde pequeno o RAP me chamava a atenção, mas foi um som do Da Guedes chamado “Bem Nessa” que me fez procurar saber mais sobre o estilo. Eu tinha 11 anos, e na época era muito difícil o acesso a esse tipo de material. Quase ninguém tinha uma fita ou um CD de RAP no meu bairro. Lembro que eu gravava em fitas os sons da rádio ou de um CD emprestado, e foi mais ou menos nessa época que escrevi minha primeira letra. Sem base, sem entender de flow, nada. Só o verso “cru” no papel. Com o tempo fui aprendendo mais sobre técnica, métrica e aos 15 anos larguei a escola e decidi que queria viver de RAP.

E quais são as suas influências no estilo?

Racionais MC’s me influenciou bastante. Sabotage, MV Bill, o próprio Da Guedes. Tupac pelo sentimento que botava nas músicas, Nas pela lírica. Eminem, 50 Cent, Ja Rule e por aí vai.

No fim de 2016, você lançou o primeiro disco da sua carreira, entitulado “Cada cabeça, uma sentença”. Conta mais um pouco dele pra gente!

Eu comecei a escrever as letras do álbum em 2014, ainda sem ter contrato com a Makaveli Records. Em 2015 começamos a gravações. O objetivo do disco é passar uma mensagem aos ouvintes, fazer com que eles prestem atenção no que as letras querem transmitir. Tentei contribuir liricamente para o RAP. Acho que isso é o mais importante.

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Capa do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (2016)

E qual a sua faixa preferida?

É difícil dizer. Acho que não tenho uma preferida. Fiz todas com a mesma dedicação.

Soubemos que foi você quem fez a arte do disco. Você também costuma se aventurar nesta área das artes gráficas ou isso aconteceu só nesse caso específico?

Sim! Logo quando comecei a compor, também me envolvi com outros elementos da cultura Hip-Hop, como o Graffiti. Sempre gostei de arte, desenhar sempre foi uma terapia pra mim. Acho até que isso me ajudou bastante com a criatividade nas composições.

Encarte digital do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (Fonte: Original Tchê)

Como você vê a cena do RAP na região Sul do país?

Sinceramente, acho que falta união e mais apoio das próprias pessoas do movimento. Tem muita gente com talento, a cena é forte e tem uma rapaziada fazendo a cena crescer, mas ainda falta visibilidade. Na minha cidade, o público do RAP fortalece bastante, mais ainda rola um preconceito com o nosso estilo, talvez pela cultura da cidade mesmo, por ser uma realidade diferente.

E quais os pontos positivos e negativos de estar fora do eixo RJ-SP no que se refere à cena do RAP?

Não vejo pontos positivos. Acho que todo artista só alcança sucesso quando o som chega até o RJ ou SP. Nós aqui sabemos que, para fazer virar mesmo, o som  tem que chegar até esse eixo. Querendo ou não, é onde tudo acontece.

E o quão importante é a internet nesse sentido? Ela realmente ajuda a aproximar o seu trabalho do grande público?

Ajuda, aumenta a possibilidade do seu trabalho ir longe. O seu som pode ser ouvido em qualquer lugar do mundo. Com divulgação, publicidade, você consegue chegar até o seu público-alvo.

Além do seu trabalho, que de fato é excelente, quais outros artistas ou grupos de RAP de Caxias do Sul você indicaria para nossos leitores acompanharem seus trabalhos também?

O grupo R.A.P 054 faz um trampo da hora. É um grupo que eu faço parte e que une vários estilos. Acompanho de perto também o Cássio Rimador, Shamuska e MN Jhonas. Admiro muito o trabalho dessa rapaziada. Vale a pena conferir!

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Ta$ junto ao grupo R.A.P 054 durante apresentação

Para encerrar: se você pudesse dar um conselho para a galera que está pensando começar no RAP, qual seria?

Acho que procurar ser original, criar o seu próprio estilo. Hoje em dia eu vejo muitos rappers seguindo o que os outros fazem. Ser original e criativo nas letras, procurando sempre aprender. Buscar a própria essência e acreditar no seu trampo.

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD