Profile – Mateus Brauns

Mateus Brauns promete figurar no topo da categoria dos moscas muito em breve. Com apenas 22 anos, o atleta tem mostrado o seu valor no cenário do MMA amador. Prestes a lutar pelo WOCS 45, evento que ocorre neste sábado (25), Magriça – como é conhecido -, conta para nós um pouco da sua trajetória, dos seus treinos na TFT e óbvio, desta sua próxima batalha.

Vamos pra entrevista!

Quando você começou nas artes marciais?

Comecei com o mestre Felipe Monstrinho no Kickboxing e Muay Thai, em 2009, com 15 anos de idade.

E quem são os seus ídolos no esporte?

Tenho muitas influências na luta. Anderson Silva, William Viana, Edson Barboza e muitos outros. Mas tem um que predomina e é até fácil saber, que é o Dominick Cruz.

Apesar de ter o Muay Thai como base, você tem mostrado muita evolução também no jogo de chão. Uma prova disso é o seu cartel, onde de suas 3 vitórias, 2 vieram por finalização. Hoje você acredita que pode levar a luta para qualquer área e sair com a vitória?

Por vir da trocação, me sinto mais a vontade na luta em pé, mas nas minhas duas últimas lutas mostrei que estou evoluindo o meu Jiu-Jitsu e a cada dia me sinto mais confortável de transitar por qualquer área do MMA.

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Magriça comemorando sua última vitória no Muay Thai

Tivemos a oportunidade de acompanhar uma sessão de sparring na TFT e o que deu para perceber, além do altíssimo nível técnico dos  atletas, é a intensidade do treino. Os lutadores dão tudo de si, como se fosse o último round de uma disputa de cinturão. O quanto isso influencia na hora da luta? Você realmente se sente mais confiante e preparado?

Nós temos hoje uma das melhores equipes do mundo. Os treinos são sempre muito fortes e desgastantes, o que nos deixa preparados para qualquer situação que possa vir a ocorrer na luta. Tomar ‘amasso’ no treino para poder ‘amassar’ na luta.

O momento que antecede as lutas é algo bem peculiar. Enquanto alguns atletas dizem que este é o período onde eles ficam mais calmos durante todo o camp, outros dizem que este é o momento onde eles ficam mais ansiosos e inquietos. E no seu caso? Como você lida com essa situação?

Eu fico sempre muito tranquilo antes da luta. Não costumo sentir muita ansiedade, só aquela adrenalina boa quando faço a encarada e quando chamam meu nome para subir e lutar mesmo. Costumo sentir muita fome também! (risos).

A sua próxima será no WOCS 45, que acontece no próximo sábado (25). Como foi a preparação para essa luta e o que espera dela?

Tô me sentindo muito bem para essa próxima batalha, treinando muito forte. Espero a vitória, em primeiro lugar. Mas um ‘nocautezinho’ seria bom (risos).

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Mateus Brauns sendo anunciado como vencedor no WOCS 44

E quais são seus planos para o futuro? O que você deseja alcançar na sua carreira?

Sempre tento dar um passo de cada vez, focando no objetivo mais próximo de ser alcançado. Primeiro, espero vencer bem a minha próxima luta e estrear no profissional com uma bagagem boa, com toda experiência que adquiri no amador. Gosto de pensar no futuro próximo sempre.

Para finalizar, deixamos esse espaço para você dar o recado que quiser para os leitores. Vai que vai!

Quero agradecer a Renegade Supply Co. por me dar essa oportunidade e convidar a todos para conhecerem melhor o meu trabalho. Não só o meu, como de todos os atletas da TFT. Estamos chegando com força total e a New Generation da TFT promete fazer muito barulho! #MagriçaEsmaga

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#RNGD

Os 10 melhores pôsteres do UFC

Um bom evento começa por um bom pôster para promovê-lo. 

Por isso, selecionamos para você alguns dos melhores pôsteres do UFC. Confira a lista!

#10 – UFC 161 (Evans vs Henderson)

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UFC 161 – Evans vs Henderson

 

#9 – UFC 168 (Weidman vs Silva II)

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UFC 168 – Weidman vs Silva II

 

#8 – UFC 144 (Edgar vs Henderson)

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UFC 144 (Edgar vs Henderson)

 

#7 – UFC 181 (Hendricks x Lawler II)

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UFC 181 (Hendricks vs Lawler II)

 

#6 – UFC 170 (Rousey vs McMann)

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UFC 170 – Rousey vs McMann

 

#5 – UFC 148 (Silva vs Sonnen II)

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UFC 148 – Silva vs Sonnen II

 

#4 – UFC Fight Night (Brown vs Silva)

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UFC Fight Night – Brown vs Silva

 

#3 – UFC 162 (Silva vs Weidman)

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UFC 162 – Silva vs Weidman

 

#2 – UFC 179 (Aldo vs Mendes II)

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UFC 179 – Aldo vs Mendes

 

#1 – UFC 166 (Velasquez vs Dos Santos III)

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UFC 166 – Velasquez vs Dos Santos III

 

E aí, curtiu a lista? Esquecemos de algum pôster?
Deixe sua opinião nos comentários! O seu feedback é essencial!
#RNGD

Autor: Lucas Rodrigues

 

Você precisa ouvir #1 – Grieves

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Grieves (Reprodução: Instagram)

Nascido em 23/2/1984 em Seattle, Benjamin Laub, mais conhecido como Grieves, é sem dúvidas um dos rappers mais talentosos que já surgiram nos últimos anos.

O artista de RAP/Hip-Hop faz parte da Rhymesayers Entertainment, renomada gravadora independente de Hip-Hop situada em Minnesota, que conta também com outros excelentes nomes do gênero, como Brother Ali, Aesop Rock, Dilated Peoples, MF DOOM e a dupla Atmosphere.

Apesar de jovem, Grieves já está fazendo barulho na cena do Hip-Hop independente há um bom tempo. Sua carreira teve início no longínquo ano de 2005, quando ele lançou o EP Every Hell Has Its Springtime. Um excelente ‘debut‘, onde Grieves já mostrava a que veio.
Em 2007, Grieves lançou de forma independente o seu primeiro álbum, Irreversible. Com excelentes faixas, como Scar Gardens, Unedible, Half Empty e o próprio single Irreversible, esse álbum mostra um amadurecimento de Grieves em todos os aspectos. Letras, melodias, tudo parece mais consistente e bem construído.
No ano seguinte (2008), Grieves firmou uma parceria com o produtor, multi-instrumentista – e gênio – Budo, com quem ele lançou os seus dois próximos álbuns: 88 Keys & Counting (2010) e Together/Apart (2011) – que na minha opinião, é o melhor trabalho de Grieves e um dos melhores álbuns que já ouvi na vida.

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Together Apart (2011) (Reprodução: Rhymesayers Entertainment)

O último trabalho de Grieves é o álbum Winter and the Wolves (2014), lançado pela Rhymesayers Entertainment. O álbum possui 14 faixas igualmente excelentes e é o ótimo resultado da combinação entre pianos orgânicos e guitarras com sintetizadores pesados. Quanto às letras, como já dito pelo próprio artista, Winter and the Wolves é “uma reflexão sobre crescimento e maturidade, que também fala sobre descobrir que você está sozinho na vida, diante de inúmeros obstáculos que você tem de superar com coragem”. Irado, não? Quando puder, ouça!

Grieves é um artista extremamente versátil, que transita por todas as vertentes do RAP/Hip-Hop, sempre com o mesmo nível de excelência. Grieves não costuma seguir um ‘padrão musical’; cada música é uma experiência diferente e é isso que o torna um dos artistas mais talentosos de sua geração. Em se tratando de Grieves, nós nunca sabemos ao certo se o seu próximo som vai ser algo mais underground, com aquele beat bem old school ou algo caindo mais parar o pop. A única coisa que podemos ter certeza sobre a próxima música de Grieves é que ela vai ser excelente!

Eu o vejo como um músico completo. Grieves detém total controle sobre suas obras: composição, arranjo e produção final. Com uma facilidade absurda em criar melodias, Grieves eleva o Hip-Hop a outro nível, com o uso de instrumentos musicais que não costumamos ouvir com tanta frequência nesse gênero musical, como pianos orgânicos, trompetes, baixos e guitarras. Isso sem citar o fato de que Grieves raramente erra no uso de samples em suas músicas. É incrível como ele sempre acerta no ponto quando se trata disso. Um exemplo claro é a música Irreversible, onde Grieves sampleou de forma genial a faixa Just An Old Fashion Love Song do lendário Paul Williams.

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Grieves atua em todas as áreas na produção de suas faixas (Reprodução: Facebook)

Mas definitivamente, o que mais distingue Grieves da maioria dos outros rappers é a sua extensão vocal. Além de rimar de forma incrível, quebrando as frases de maneira não muito ortodoxa – que até lembra um pouco o seu companheiro de gravadora Brother Ali – Grieves também canta os seus próprios refrões e faz isso extremamente bem. Essa versão ao vivo de Kidding Me mostra isso que acabei de dizer.

Resumindo, Grieves é um dos artistas mais talentosos e versáteis da atualidade e merece toda a nossa atenção. Não posso afirmar que muito em breve Grieves estará estourando nas rádios e o seu trabalho será reconhecido mundialmente, já que o sucesso no mundo da música depende de diversos fatores – e muitos nem são referentes à música de fato -, mas que Grieves tem talento o bastante para que isso ocorra, é fato!

Para finalizar, eis aqui o meu ‘Top 10’ de músicas do Grieves que você DEVE ouvir. Vai por mim, você não vai se arrepender!
#1Sunny Side Of Hell
#2Bloody Poetry | Bloody Poetry (Acústico)
#3Shreds
#4Lightspeed
#5October In The Graveyard
#6Breath Of Air
#7On The Rocks
#8Irreversible
#9Prize Fighter
#10No Matter What

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

Conheça Gian Galang, o artista que transforma astros do MMA em ilustrações

Se você é fã de MMA, com certeza já deve ter visto o trabalho de Gian Galang em algum lugar!

Dono de um estilo único, o artista que reside em Nova York é conhecido por suas impressionantes ilustrações, em sua maioria, de atletas de MMA. Dentre seus clientes, Galang já desenvolveu peças para empresas como Vice (Fightland), Nike e Reebok. Esta última lançou recentemente a camiseta oficial do UFC 208, desenvolvida pelo artista.

Montamos uma galeria para você conhecer o trabalho dessa fera! Confira!

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Irado, não?

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

 

Entrevista: Conheça Ta$, um dos novos talentos do RAP nacional

Thiago Soares, mais conhecido como Ta$, é um dos rappers mais talentosos do cenário nacional. Dono de letras impactantes, que abordam a vida cotidiana sob uma ótica bastante interessante, o artista da Makaveli Records conversou com a gente sobre vários assuntos, dentre eles, o primeiro álbum de sua carreira que acabou de sair do forno. Dá uma conferida na entrevista!

Quando ocorreu o seu primeiro contato com o RAP e em que momento da sua vida você decidiu que queria viver disso?

Meu primeiro contato com o RAP foi através do meu pai. Desde pequeno o RAP me chamava a atenção, mas foi um som do Da Guedes chamado “Bem Nessa” que me fez procurar saber mais sobre o estilo. Eu tinha 11 anos, e na época era muito difícil o acesso a esse tipo de material. Quase ninguém tinha uma fita ou um CD de RAP no meu bairro. Lembro que eu gravava em fitas os sons da rádio ou de um CD emprestado, e foi mais ou menos nessa época que escrevi minha primeira letra. Sem base, sem entender de flow, nada. Só o verso “cru” no papel. Com o tempo fui aprendendo mais sobre técnica, métrica e aos 15 anos larguei a escola e decidi que queria viver de RAP.

E quais são as suas influências no estilo?

Racionais MC’s me influenciou bastante. Sabotage, MV Bill, o próprio Da Guedes. Tupac pelo sentimento que botava nas músicas, Nas pela lírica. Eminem, 50 Cent, Ja Rule e por aí vai.

No fim de 2016, você lançou o primeiro disco da sua carreira, entitulado “Cada cabeça, uma sentença”. Conta mais um pouco dele pra gente!

Eu comecei a escrever as letras do álbum em 2014, ainda sem ter contrato com a Makaveli Records. Em 2015 começamos a gravações. O objetivo do disco é passar uma mensagem aos ouvintes, fazer com que eles prestem atenção no que as letras querem transmitir. Tentei contribuir liricamente para o RAP. Acho que isso é o mais importante.

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Capa do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (2016)

E qual a sua faixa preferida?

É difícil dizer. Acho que não tenho uma preferida. Fiz todas com a mesma dedicação.

Soubemos que foi você quem fez a arte do disco. Você também costuma se aventurar nesta área das artes gráficas ou isso aconteceu só nesse caso específico?

Sim! Logo quando comecei a compor, também me envolvi com outros elementos da cultura Hip-Hop, como o Graffiti. Sempre gostei de arte, desenhar sempre foi uma terapia pra mim. Acho até que isso me ajudou bastante com a criatividade nas composições.

Encarte digital do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (Fonte: Original Tchê)

Como você vê a cena do RAP na região Sul do país?

Sinceramente, acho que falta união e mais apoio das próprias pessoas do movimento. Tem muita gente com talento, a cena é forte e tem uma rapaziada fazendo a cena crescer, mas ainda falta visibilidade. Na minha cidade, o público do RAP fortalece bastante, mais ainda rola um preconceito com o nosso estilo, talvez pela cultura da cidade mesmo, por ser uma realidade diferente.

E quais os pontos positivos e negativos de estar fora do eixo RJ-SP no que se refere à cena do RAP?

Não vejo pontos positivos. Acho que todo artista só alcança sucesso quando o som chega até o RJ ou SP. Nós aqui sabemos que, para fazer virar mesmo, o som  tem que chegar até esse eixo. Querendo ou não, é onde tudo acontece.

E o quão importante é a internet nesse sentido? Ela realmente ajuda a aproximar o seu trabalho do grande público?

Ajuda, aumenta a possibilidade do seu trabalho ir longe. O seu som pode ser ouvido em qualquer lugar do mundo. Com divulgação, publicidade, você consegue chegar até o seu público-alvo.

Além do seu trabalho, que de fato é excelente, quais outros artistas ou grupos de RAP de Caxias do Sul você indicaria para nossos leitores acompanharem seus trabalhos também?

O grupo R.A.P 054 faz um trampo da hora. É um grupo que eu faço parte e que une vários estilos. Acompanho de perto também o Cássio Rimador, Shamuska e MN Jhonas. Admiro muito o trabalho dessa rapaziada. Vale a pena conferir!

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Ta$ junto ao grupo R.A.P 054 durante apresentação

Para encerrar: se você pudesse dar um conselho para a galera que está pensando começar no RAP, qual seria?

Acho que procurar ser original, criar o seu próprio estilo. Hoje em dia eu vejo muitos rappers seguindo o que os outros fazem. Ser original e criativo nas letras, procurando sempre aprender. Buscar a própria essência e acreditar no seu trampo.

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Autor: Lucas Rodrigues

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Tito Ortiz: O fim de uma era

No último sábado (21), foi escrito o último capítulo da história de Tito Ortiz dentro do MMA. O atleta se despediu do esporte derrotando Chael Sonnen por finalização no main event do Bellator 170.

Jacob Christopher Ortiz fez a sua estreia no MMA em 1997, quando ainda estava na faculdade, onde competia Wrestling. O evento em questão era o UFC 13, onde Tito competiu como amador e portanto não tinha direito a prêmios ou contratos. Após vencer Wes Albritton em apenas 31 segundos na primeira luta, Tito acabou sendo escolhido para substituir Enson Inoue, lesionado, na final dos meio-pesados contra Guy Mezger. Apesar de ter sido derrotado por Mezger, foi naquela noite que Ortiz se deu conta do que queria fazer pelo resto da vida.

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Pôster do UFC 13 (1997)

Tito Ortiz se tornou campeão dos meio-pesados do UFC em 2000 após vencer Wanderlei Silva no UFC 25: Ultimate Japan 3 e assim se manteve até 2003. Com o recorde de 5 defesas de cinturão bem-sucedidas, Tito tornava-se o maior nome da companhia na época, feito superado somente 8 anos depois, quando o fenômeno Jon Jones alcançou a sua 6ª defesa de título na divisão em março de 2013

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Tito Ortiz e alguns de seus cinturões do UFC

As histórias do MMA moderno e do “Bad Boy de Hutington Beach” se confundem. Tito foi peça fundamental para a popularização do MMA. Seu modo de promover as lutas foi importante para que fossem mudadas as opiniões pública e dos meios de comunicação, que até então ainda marginalizavam a prática das artes marciais mistas. Com o tempo, essa mentalidade foi mudando e essas pessoas, que anteriormente condenavam o MMA, passaram a enxergar a modalidade como um entretenimento e, acima de tudo, como um esporte.

É inegável o fato de que Tito Ortiz, junto a outros grandes nomes da companhia na época, como Randy Couture e Chuck Liddell, foram os responsáveis por levar a marca UFC a outro patamar. Este último, inclusive, foi um personagem importante na vida de Ortiz.

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Ortiz, Couture e Liddell nos bastidores do filme Contra o Tempo (2003)

Tito Ortiz e Chuck Liddell protagonizaram a que talvez seja a maior rivalidade do esporte. Os dois principais nomes da organização querendo matar um ao outro era o que o UFC precisava para promover a companhia. As provocações que ocorriam de forma incessante e o fato dos atletas já terem sido companheiros de treino no passado eram elementos que tornavam essa rixa entre os dois algo especial, atraindo a atenção de uma multidão de fãs e logo o UFC tratou de agir.

Os lutadores se enfrentaram pela primeira vez em 2004, no UFC 47. Dois anos depois, no UFC 66, Ortiz e Liddell não só promoveram uma luta de tirar o fôlego, como também quebraram todos os recordes de pay-per-view, fazendo com que este fosse o primeiro evento da franquia a atingir um milhões de pacotes vendidos. Tito Ortiz levou a pior em ambas, perdendo as duas lutas por nocaute. Uma terceira luta foi marcada para o UFC 115, mas Tito acabou se lesionando e dando lugar a Rich Franklin.

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Tito Ortiz x Chuck Liddell: Uma rivalidade histórica

Tito também foi um personagem importante na luta pelos direitos dos lutadores. O americano, que sempre pregou a criação de um sindicato a fim de proteger e garantir os direitos dos atletas, foi o primeiro a demonstrar publicamente sua insatisfação com a forma com que o UFC tratava os lutadores. Isso acabou gerando um forte desentendimento entre Tito Ortiz e Dana White, que rendeu até uma camiseta provocando o presidente da companhia na pesagem do UFC 84. Desentendimentos à parte, a verdade é que se hoje vemos o surgimento de diversas entidades com esse propósito, como a Mixed Martial Arts Athletes Association (MMAAA), muito se deve ao fato de Tito ter iniciado esse processo de conscientização dos atletas para essa questão há muitos anos atrás.

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A clássica camiseta “Dana is my bitch!” usada por Tito

Com um cartel de 19 vitórias e 12 derrotas, o Hall da Fama do UFC, que coleciona triunfos sobre grandes nomes do MMA como Evan Tanner, Wanderlei Silva e Vitor Belfort, se despede do esporte que ele ajudou a tornar popular e assim determina o fim de uma era.

Tito Ortiz é uma lenda, um ícone do MMA. Você pode amá-lo ou odiá-lo, mas nunca tratá-lo com indiferença ou negar o fato de que o atleta é um dos grandes responsáveis por tornar o MMA no esporte em que se tornou. Ortiz foi responsável por pavimentar o caminho para outros grandes nomes do esporte que hoje vemos no topo e merece o nosso respeito.

Como amante do MMA e fã declarado de Tito Ortiz, fica aqui o meu MUITO OBRIGADO!

#RNGD

Autor: Lucas Rodrigues

 

Os 15 melhores atletas fora do UFC

#15 – Megan Anderson (8-2)

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Megan Anderson (Invicta FC)

A australiana que estreou profissionalmente no MMA há apenas 3 anos já é vista por muitos como uma futura campeã do UFC em sua categoria. Megan, que na sexta-feira passada (14) conquistou o cinturão interino peso-pena do Invicta FC após nocautear Charmaine Tweet, é de fato tudo isso que os fãs e as mídias especializadas dizem e mais um pouco. Com uma excelente movimentação e a capacidade de finalizar lutas com apenas um golpe, Megan Anderson certamente já está no radar do UFC e deve ser contratada em breve pelo evento para figurar a recém-criada divisão peso-pena feminino.

#14 – Bruno “Korea” (7-1)

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Bruno “Korea” (Titan FC)

O atleta da TFT é um dos nomes mais promissores da categoria peso-mosca no mundo. Participante do TUF Brasil 4, onde chegou até as semifinais do reality, “Korea” teve curta passagem pelo UFC, lutando no UFC Fight Night 77 – Belfort x Henderson 3, onde se apresentou bem, mas acabou sendo derrotado por Matheus Nicolau. Após sair do UFC, Bruno “Korea” emplacou 3 vitórias seguidas, sendo a mais recente delas pelo Titan FC, derrotando o ex-desafiante da categoria Abdiel Velasquez por finalização. Frio, calculista e com uma excelente trocação, “Korea” tem tudo para voltar em breve ao maior evento de MMA do planeta.

#13 – Pat Curran (22-7)

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Pat Curran (Bellator)

O ex-campeão peso-pena do Bellator não poderia ficar fora desta lista. Primo do veterano do WEC, Jeff Curran, Pat Curran é um dos melhores atletas da organização. Com mais de 30 lutas no cartel, “Paddy Mike” – como é apelidado -, é um atleta extremamente técnico e versátil. Explosivo e agressivo, Curran é capaz de nocautear o seu adversário com apenas um soco e são todas essas características que fazem dele um dos melhores lutadores fora do UFC.

#12 – Goiti Yamauchi (21-3)

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Goiti Yamauchi (Bellator)

Com apenas 24 anos, o japonês radicado no Brasil é um dos nomes mais promissores dentro do esporte. Com um jogo de chão temido por todos os seus adversários – afinal, 17 de suas 21 vitórias vieram por finalização -, Yamauchi tem se destacado no Bellator, onde tem um excelente retrospecto de 7 vitórias e apenas 2 derrotas. Extremamente calmo, estratégico e técnico, Goiti Yamauchi é sem dúvida um nome que veremos em breve figurando o plantel de atletas do UFC.

#11 – Andrey Koreshkov (19-2)

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Andrey Koreshkov (Bellator)

Bicampeão do torneio dos meio-médios do Bellator e ex-campeão da categoria, Andrey Koreshkov é um dos principais nomes da divisão no evento. Apesar das 19 vitórias em seu cartel fazerem parecer o contrário, “Spartan” não tem tido vida fácil e vem enfrentando os adversários mais duros da divisão, como por exemplo, o ex-campeão do UFC, Ben Henderson, contra quem ele defendeu o seu cinturão. Após derrotar o ex-UFC por decisão unânime em uma luta onde Koreshkov dominou do início ao fim, ele acabou perdendo o cinturão na defesa seguinte, para o brasileiro Douglas Lima. Apesar da derrota, Andrey Koreshkov continua sendo um dos nomes mais promissores da categoria e tem tudo para chegar maior evento de MMA do mundo.

#10 – Daniel Straus (24-6)

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Daniel Straus (Bellator)

O norte-americano de Ohio representa a American Top Team e é o atual campeão peso-pena do Bellator. Daniel Mason-Straus derrotou adversários duríssimos na que é indiscutivelmente a melhor divisão do Bellator e isso o credencia para estar nesta lista. Completamente recuperado de cirurgia, após ter quebrado a mão esquerda na sua última luta, na qual ele conquistou o cinturão da categoria pela segunda vez após vencer Patrício “Pitbull”, Straus espera retornar ao cage ainda no primeiro semestre de 2017.

#9 – Bibiano Fernandes (20-3)

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Bibiano Fernandes (ONE FC)

O manauara de 36 anos que já foi campeão do DREAM em duas categorias diferentes (peso galo e peso pena) e atualmente detém o cinturão peso galo do ONE FC é sem dúvidas dos atletas mais duros da divisão em todo o mundo. Sem perder desde de 2011, vindo de uma sequência impressionante de 12 vitórias seguidas, “The Flash” é um excelente atleta, que traria problemas para qualquer top 10 dos galos no UFC.

#8 – Douglas Lima (28-6)

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Douglas Lima (Bellator)

Atual campeão meio-médio do Bellator, Douglas “The Phenom” Lima é definitivamente um dos lutadores mais empolgantes de se assistir lutar. Dono de um Muay Thai afiadíssimo, o goiano costuma castigar os adversários com os seus low kicks, além de possuir uma mão muito pesada. Douglas Lima é sem dúvida um dos lutadores mais talentosos da atualidade e merece toda a nossa atenção.

 

#7 – Vitaly Minakov (18-0)

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Vitaly Minakov (EFN)

Nascido na cidade de Briansk (Rússia), Vitaly fez sua estreia profissional no MMA em novembro de 2011 e desde então desconhece a derrota. 4 vezes campeão mundial de Sambo, Minakov é um atleta extremamente versátil e suas vitórias comprovam isso. Com 9 vitórias por nocaute/nocaute técnico e outras 7 por finalização, o russo mostra que pode ser extremamente perigoso tanto em pé, quanto no chão. Completo, Vitaly Minakov é um bom nome para agitar a categoria dos pesos-pesados no UFC.

 

#6 – Dudu Dantas (19-4)

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Dudu Dantas (Bellator)

O atleta da Nova União é um daqueles atletas que os fãs se perguntam o motivo dele ainda não estar no UFC. O detentor do cinturão peso-galo do Bellator é um lutador completo. E por ser um lutador completo, o seu estilo de luta costuma dificultar a vida de quem o enfrenta, fazendo com que os seus adversários encontrem grande dificuldade em impôr o seu jogo. Vindo de 3 vitórias seguidas, todas contra adversários duríssimos, Dudu Dantas mostra que está preparado para chegar ao UFC e bater de frente com os melhores do mundo na categoria.

 

#5 – Michael Page (12-0)

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Michael Page (Bellator)

Se existe um lutador o qual todos os fãs querem ver no UFC, esse cara é Michael “Venom” Page. O britânico de 29 anos está invicto no MMA com 12 vitórias – 7 delas por nocaute/nocaute técnico – e reúne todas as características necessárias para fazer sucesso na maior organização de MMA do planeta. Além de ser um atleta extremamente técnico e que chama atenção dos fãs pelo seu estilo de luta vistoso, com golpes plásticos e precisos – que lhe renderam até comparações a Anderson Silva -, “MVP” também é um atleta que sabe se promover fora do octagon e, como todos sabemos, este é um fator de extrema importância para os chefões do UFC, às vezes mais importante que os próprios resultados do atleta. Sorte de Michael Page que possui esses dois requisitos. Acreditamos que a sua ida para o UFC ocorra ainda neste ano de 2017.

#4 – Michael Chandler (16-3)

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Michael Chandler (Bellator)

Um dos melhores lutadores do mundo em sua categoria, Michael Chandler é especialista em fazer lutas empolgantes. Se existe alguém que discorda do fato de que Michael Chandler merece uma chance na maior organização de MMA do mundo, existem as duas batalhas épicas travadas contra o ex-campeão peso-leve Eddie Alvarez – onde Chandler venceu a primeira por finalização e foi derrotado de forma controversa na segunda -, para convencer esta pessoa de que ela está completamente equivocada. Vindo de uma sequência de 4 vitórias – sobre nomes como Patricky “Pitbull” e Ben Henderson -, Michael Chandler é um atleta extremamente perigoso, que se for contratado pelo UFC, trará dor de cabeça para muita gente.

 

#3 – Justin Gaethje (17-0)

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Justin Gaethje (WSOF)

“The Highlight” faz jus ao seu apelido e vem sendo um dos maiores destaques no cenário do MMA internacional. O atual campeão peso-leve do World Series Of Fighting (WSOF) de 28 anos possui um cartel invejável de 17 vitórias – 14 delas por nocaute/nocaute técnico – e nenhuma derrota. Dono de um poder de nocaute devastador, Justin Gaethje vem provando ser digno de estar no UFC e que tem totais condições de fazer frente a qualquer atleta do mundo na categoria.

#2 – Phil Davis (17-3)

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Phil Davis (Bellator)

Após sua saída do UFC em 2015 – quando Davis era o sétimo colocado no ranking dos meio-pesados -, muitos acreditavam que “Mr. Wonderful” não iria conseguir manter o nível lutando em outra organização, mas não foi isso o que aconteceu. Desde que chegou no Bellator, Phil Davis soma vitórias e títulos. São 4 triunfos em 4 lutas, o título do GP dos meio-pesados e o cinturão linear da categoria. Sem entrar em discussão quanto a disparidade no nível técnico dos eventos, a verdade é que Davis se mantém como um dos melhores meio-pesados do mundo, mesmo fora do UFC.

 

#1 – Marlon Moraes (18-4)

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Marlon Moraes (WSOF)

O atual campeão peso-galo do World Series Of Fighting (WSOF) é sem dúvidas o melhor lutador fora do UFC na nossa opinião. Vindo de uma sequência incrível de 13 vitórias consecutivas – as 5 últimas, defendendo cinturão da organização -, o brasileiro vem mostrando que merece uma chance no maior evento de artes marciais mistas do mundo e que o seu acerto com o UFC é questão de tempo.

(Bônus) Menções honrosas:

Ben Askren (One FC), Daniel Weichel (Bellator), Joe Warren (Bellator), Leandro Higo (LFA), Liam McGeary (Bellator), Mamed Khalidov (KSW) e Patricky “Pitbull” (Bellator)

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#RNGD

Autores: Lucas Rodrigues e Léo Frias