As 14 melhores ilustrações de capas de álbuns de Hip-Hop

Um bom álbum começa pela capa! Por isso, listamos neste post as 14 melhores ilustrações de capas de álbuns de Hip-Hop. Dá uma conferida!

#14 – Big K.R.I.T. – 4eva N a Day (Eric Bailey)

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4eva N a Day (2012)

Eric Bailey já é figurinha carimbada nos álbuns do rapper. Responsável por todas as capas dos álbuns de Big K.R.I.T., o ilustrador tem a capa de ‘4eva N a Day’, lançado em março de 2012, vista por muitos como o seu melhor trabalho durante toda essa parceria com o músico. A arte da capa, que mostra uma criança diante de dois extremos – a Bíblia Sagrada e uma igreja ao seu lado esquerdo, e uma garrafa de bebida alcóolica e um bordel ao seu lado direito – gera reflexão, permitindo diversas interpretações, e é isso que faz desta capa, algo especial.

 

#13 – Vinnie Paz – Carry On Tradition (Cristiano Siqueira)

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Carry On Tradition (2013)

Lançado em outubro de 2013, ‘Carry On Tradition’ é o segundo EP do rapper ítalo-americano Vinnie Paz. A arte da capa, que mostra o rapper com os punhos cerrados e o título do disco tatuado nos dedos, foi criada pelo brasileiro Cristiano Siqueiramais conhecido como Cris Vector -, um dos ilustradores mais talentosos e autênticos da atualidade.

 

#12 – Talib Kweli – Gravitas (Aaron Kizer)

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Gravitas (2013)

Lançado em 2013 pela Javotti Media, ‘Gravitas’ é o sexto álbum solo do rapper americano Talib Kweli. O álbum que foi disponibilizado exclusivamente no site do artista, conta com participações de Raekwon, Big K.R.I.T. , The Underachievers e outros vários artistas. O responsável pela capa do disco foi o renomado artista plástico Aaron Kizer, que transformou a imagem de Kweli em mais uma de suas incríveis pinturas.

 

 #11 – Chance The Rapper – Acid Rap (Brandon Breaux)

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Acid Rap (2013)

A capa de ‘Acid Rap’ é simplesmente icônica. É bem improvável que exista alguém na internet que ainda não se deparou com essa imagem. Provavelmente o primeiro contato do grande público com o trabalho de Chance, ‘Acid Rap’ fez grande sucesso, colocando o nome do rapper de Chicago no mapa. A imagem da capa do álbum começou a ser replicada em massa pelos fãs nas redes sociais, que a usavam até mesmo como foto de perfil, o que deve ter deixado Brandon Breauxo artista por trás da arte da capa – extremamente feliz e realizado, com aquele sentimento de dever cumprido. Além de ‘Acid Rap’, Brandon também trabalhou em outros dois álbuns de Chance The Rapper: ’10 Day’ e ‘Chance 3’.

 

#10 – Logic – The Incredible True Story (Sam Spratt)

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The Incredible True Story (2015)

Fascinado por filmes de ficção científica, Logic trouxe essa temática para ‘The Incredible True Story’. A história do álbum se passa no ano de 2115, onde a vida na Terra é inexistente. Em busca de um novo lar, os personagens – que dialogam no intervalo entre as faixas – viajam pelo espaço em busca de um planeta chamado ‘Paradise’. Para a produção da capa, Logic convidou Sam Spratt, um dos artistas mais extraordinários da atualidade, logo, o resultado não poderia ser outro: uma capa incrível, para um álbum incrível. ‘The Incredible True Story’ é um excelente álbum, seja do ponto de vista musical ou em relação à narrativa da história que nele é contada. E se você acha que a parceria entre os dois artistas acaba por aí, você está enganado. O lançamento do novo álbum de Logic, entitulado ‘Everybody’ está previsto para o dia 5 de maio e, mais uma vez, Sam Spratt será o responsável pela capa.

 

#9 – MF Doom – Mm.. Food? (Jason Jägel)

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Mm.. Food? (2004)

O álbum lançado pela Rhymesayers Entertainment em novembro de 2004 é o quinto do rapper. O artista plástico Jason Jägel, responsável pela produção da capa do disco, captou perfeitamente a essência do álbum – que usa “metáforas alimentares” para abordar variados assuntos – conseguindo transferir o conteúdo das letras para a capa, de forma clara e genuína. Além de ‘Mm.. Food?’, Jägel também trabalhou na reedição da capa de ‘Operation: Doomsday’, álbum de 1999 que foi relançado  em 2011.

 

#8 – Czarface – Czarface (Marvel Comics)

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Czarface (2013)

O supergrupo de Hip-Hop americano Czarface, formado em 2013 pelo membro do Wu-Tang Clan, Inspectah Deck e a dupla 7L & Esoteric, tem em seu álbum de estreia, umas das capas mais legais do Hip-Hop. Produzida pela Marvel Comics, a capa de ‘Czarface’ é uma revista em quadrinhos, com um estilo que remete às edições da década 90 produzidas pelo estúdio. Além da capa que é realmente sensacional, o álbum que conta com participações de Vinnie Paz, Action Bronson, Ghostface Killah e produção do lendário DJ Premier também foi aclamado pelos críticos, sendo recebido de forma extremamente positiva por quem entende do assunto.

 

#7 – 9th Wonder & Buckshot – Chemistry (Romeo and Raphael Tanghal)

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Chemistry (2015)

Lançado em junho de 2015 pela gravadora Duck Down Records, ‘Chemistry’ é um álbum colaborativo entre o rapper Buckshot e o produtor musical 9th Wonder. A capa que remete ao estilo de revistas em quadrinhos – estilo o qual por algum motivo combina perfeitamente com este gênero musical – , traz os dois artistas em uma espécie de laboratório científico e foi produzida pelos ilustradores Romeo e Raphael Tanghal, pai e filho respectivamente. Um trabalho simplesmente sensacional e que merece estar nessa lista.

 

#6 – Drake – Nothing Was The Same (Kadir Nelson)

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Nothing Was The Same – Standard Edition (2013)

A capa do álbum ‘Nothing Was The Same’, lançado em 2013, sem dúvida é uma das mais conhecidas de todos os tempos. Por mais que esta temática de mostrar a imagem de rappers em suas infâncias já tenha sido abordada – como nos álbuns ‘Tha Carter III’ e ‘Tha Carter IV’ de Lil Wayne, e nos clássicos ‘Illmatic’ e ‘Ready To Die’ de Nas e Notorious B.I.G., respectivamente – , o talentoso artista plástico Kadir Nelson conseguiu desenvolver um trabalho extremamente original, que foi bastante elogiado pela crítica. ‘Nothing Was The Same’ também conta com uma outra capa, presente na edição deluxe, que dessa vez traz a imagem de Drake atualmente, já na fase adulta.

 

#5 – Outkast – ATLiens (Frank Gomez)

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ATLiens (1996)

A ideia do diretor de arte DL Warfield em transformar a capa do álbum ATLiens’ , do lendário grupo Outkast em uma revista em quadrinhos foi simplesmente genial. E mais genial ainda foi convidar para fazer esse trabalho, a fera Frank Gomez, na época ilustrador da Marvel e DC Comics, responsável pelas histórias de personagens famosos como Superman.

 

#4 – Action Bronson – Rare Chandeliers (Johnny Sampson)

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Rare Chandeliers (2012)

Lançado em novembro de 2012, ‘Rare Chandeliers’ tem uma das capas mais loucas do Hip-Hop. Um carro incendiado, um feiticeiro e UM JACARÉ COM METRALHADORA são apenas alguns dos elementos presentes na capa do álbum, que faz com o que você se pergunte o que Action Bronson tem na cabeça. Porém, apesar da ideia de Bronson ser um tanto quanto non-sense, o mesmo disse em entrevista que o processo de criação da capa do disco foi  surpreendentemente fácil. Bastou uma ligação para que o cartunista e ilustrador Johnny Sampson entendesse pefeitamente o que rapper tinha em mente e colocasse, segundo o próprio Bronson, “exatamente tudo o que ele queria ver na capa”.

 

#3 – Kanye West – Graduation (Takashi Murakami)

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Graduation (2007)

O renomado artista japonês Takashi Murakami é o cara por trás de uma das capas mais conhecidas de todos os tempos. A parceria surgiu após Kanye visitar o estúdio de Murakami em Tóquio, enquanto estava em turnê. Além de aparecer na capa do álbum, o ‘Dropout Bear’ também aparece no clipe ‘Good Morning’, primeira faixa do disco, onde o mesmo ganha vida, tentando chegar a tempo à sua cerimônia de formatura, atravessando vários obstáculos pelo caminho.

 

#2 – Snoop Dogg – Doggystyle (Joe Cool)

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Doggystyle (1993)

No longínquo ano de 1993, Snoop Dogg estava prestes a lançar o seu álbum de estreia, entitulado ‘Doggystyle’ e que futuramente se tornaria um clássico. Para produzir a arte da capa, Snoop chamou seu primo, Joe Cool, e lhe pediu que criasse algo imaginando como seria a vida do rapper caso a mesma fosse um desenho animado. Não sabemos se foi porque Joe Cool era primo de Snoop, logo o conhecia bastante ou se ele era realmente um artista sensível, que captou perfeitamente a essência do álbum, mas uma coisa é certa: a capa de ‘Doggystyle’ representa exatamente a forma como imaginamos a vida do rapper e Joe Cool merece levar todo o mérito por isso!

 

#1– 2pac – The Don Killuminati: The 7 Day Theory (Ronald “Riskie” Brent)

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The Don Killuminati: The 7 Day Theory (1996)

E no topo dessa lista, está ‘The Don Killuminati: The 7 Day Theory’. Lançado em 1996 pela Death Row/Interscope definitivamente possui uma das capas mais impactantes da história do Hip-Hop. Gerando imensa repercussão na época, a imagem de 2pac crucificado como Jesus Cristo é emblemática e faz com que o nome de Ronald “Riskie” Brent fique marcado na história como o criador deste clássico.

E aí, curtiu a lista? Faltou alguma capa?
Deixe sua opinião nos comentários! O seu feedback é essencial!
#RNGD

Autor: Lucas Rodrigues

 

 

 

 

 

Profile – Mateus Brauns

Mateus Brauns promete figurar no topo da categoria dos moscas muito em breve. Com apenas 22 anos, o atleta tem mostrado o seu valor no cenário do MMA amador. Prestes a lutar pelo WOCS 45, evento que ocorre neste sábado (25), Magriça – como é conhecido -, conta para nós um pouco da sua trajetória, dos seus treinos na TFT e óbvio, desta sua próxima batalha.

Vamos pra entrevista!

Quando você começou nas artes marciais?

Comecei com o mestre Felipe Monstrinho no Kickboxing e Muay Thai, em 2009, com 15 anos de idade.

E quem são os seus ídolos no esporte?

Tenho muitas influências na luta. Anderson Silva, William Viana, Edson Barboza e muitos outros. Mas tem um que predomina e é até fácil saber, que é o Dominick Cruz.

Apesar de ter o Muay Thai como base, você tem mostrado muita evolução também no jogo de chão. Uma prova disso é o seu cartel, onde de suas 3 vitórias, 2 vieram por finalização. Hoje você acredita que pode levar a luta para qualquer área e sair com a vitória?

Por vir da trocação, me sinto mais a vontade na luta em pé, mas nas minhas duas últimas lutas mostrei que estou evoluindo o meu Jiu-Jitsu e a cada dia me sinto mais confortável de transitar por qualquer área do MMA.

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Magriça comemorando sua última vitória no Muay Thai

Tivemos a oportunidade de acompanhar uma sessão de sparring na TFT e o que deu para perceber, além do altíssimo nível técnico dos  atletas, é a intensidade do treino. Os lutadores dão tudo de si, como se fosse o último round de uma disputa de cinturão. O quanto isso influencia na hora da luta? Você realmente se sente mais confiante e preparado?

Nós temos hoje uma das melhores equipes do mundo. Os treinos são sempre muito fortes e desgastantes, o que nos deixa preparados para qualquer situação que possa vir a ocorrer na luta. Tomar ‘amasso’ no treino para poder ‘amassar’ na luta.

O momento que antecede as lutas é algo bem peculiar. Enquanto alguns atletas dizem que este é o período onde eles ficam mais calmos durante todo o camp, outros dizem que este é o momento onde eles ficam mais ansiosos e inquietos. E no seu caso? Como você lida com essa situação?

Eu fico sempre muito tranquilo antes da luta. Não costumo sentir muita ansiedade, só aquela adrenalina boa quando faço a encarada e quando chamam meu nome para subir e lutar mesmo. Costumo sentir muita fome também! (risos).

A sua próxima será no WOCS 45, que acontece no próximo sábado (25). Como foi a preparação para essa luta e o que espera dela?

Tô me sentindo muito bem para essa próxima batalha, treinando muito forte. Espero a vitória, em primeiro lugar. Mas um ‘nocautezinho’ seria bom (risos).

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Mateus Brauns sendo anunciado como vencedor no WOCS 44

E quais são seus planos para o futuro? O que você deseja alcançar na sua carreira?

Sempre tento dar um passo de cada vez, focando no objetivo mais próximo de ser alcançado. Primeiro, espero vencer bem a minha próxima luta e estrear no profissional com uma bagagem boa, com toda experiência que adquiri no amador. Gosto de pensar no futuro próximo sempre.

Para finalizar, deixamos esse espaço para você dar o recado que quiser para os leitores. Vai que vai!

Quero agradecer a Renegade Supply Co. por me dar essa oportunidade e convidar a todos para conhecerem melhor o meu trabalho. Não só o meu, como de todos os atletas da TFT. Estamos chegando com força total e a New Generation da TFT promete fazer muito barulho! #MagriçaEsmaga

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Os 10 melhores pôsteres do UFC

Um bom evento começa por um bom pôster para promovê-lo. 

Por isso, selecionamos para você alguns dos melhores pôsteres do UFC. Confira a lista!

#10 – UFC 161 (Evans vs Henderson)

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UFC 161 – Evans vs Henderson

 

#9 – UFC 168 (Weidman vs Silva II)

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UFC 168 – Weidman vs Silva II

 

#8 – UFC 144 (Edgar vs Henderson)

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UFC 144 (Edgar vs Henderson)

 

#7 – UFC 181 (Hendricks x Lawler II)

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UFC 181 (Hendricks vs Lawler II)

 

#6 – UFC 170 (Rousey vs McMann)

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UFC 170 – Rousey vs McMann

 

#5 – UFC 148 (Silva vs Sonnen II)

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UFC 148 – Silva vs Sonnen II

 

#4 – UFC Fight Night (Brown vs Silva)

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UFC Fight Night – Brown vs Silva

 

#3 – UFC 162 (Silva vs Weidman)

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UFC 162 – Silva vs Weidman

 

#2 – UFC 179 (Aldo vs Mendes II)

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UFC 179 – Aldo vs Mendes

 

#1 – UFC 166 (Velasquez vs Dos Santos III)

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UFC 166 – Velasquez vs Dos Santos III

 

E aí, curtiu a lista? Esquecemos de algum pôster?
Deixe sua opinião nos comentários! O seu feedback é essencial!
#RNGD

Autor: Lucas Rodrigues

 

Você precisa ouvir #1 – Grieves

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Grieves (Reprodução: Instagram)

Nascido em 23/2/1984 em Seattle, Benjamin Laub, mais conhecido como Grieves, é sem dúvidas um dos rappers mais talentosos que já surgiram nos últimos anos.

O artista de RAP/Hip-Hop faz parte da Rhymesayers Entertainment, renomada gravadora independente de Hip-Hop situada em Minnesota, que conta também com outros excelentes nomes do gênero, como Brother Ali, Aesop Rock, Dilated Peoples, MF DOOM e a dupla Atmosphere.

Apesar de jovem, Grieves já está fazendo barulho na cena do Hip-Hop independente há um bom tempo. Sua carreira teve início no longínquo ano de 2005, quando ele lançou o EP Every Hell Has Its Springtime. Um excelente ‘debut‘, onde Grieves já mostrava a que veio.
Em 2007, Grieves lançou de forma independente o seu primeiro álbum, Irreversible. Com excelentes faixas, como Scar Gardens, Unedible, Half Empty e o próprio single Irreversible, esse álbum mostra um amadurecimento de Grieves em todos os aspectos. Letras, melodias, tudo parece mais consistente e bem construído.
No ano seguinte (2008), Grieves firmou uma parceria com o produtor, multi-instrumentista – e gênio – Budo, com quem ele lançou os seus dois próximos álbuns: 88 Keys & Counting (2010) e Together/Apart (2011) – que na minha opinião, é o melhor trabalho de Grieves e um dos melhores álbuns que já ouvi na vida.

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Together Apart (2011) (Reprodução: Rhymesayers Entertainment)

O último trabalho de Grieves é o álbum Winter and the Wolves (2014), lançado pela Rhymesayers Entertainment. O álbum possui 14 faixas igualmente excelentes e é o ótimo resultado da combinação entre pianos orgânicos e guitarras com sintetizadores pesados. Quanto às letras, como já dito pelo próprio artista, Winter and the Wolves é “uma reflexão sobre crescimento e maturidade, que também fala sobre descobrir que você está sozinho na vida, diante de inúmeros obstáculos que você tem de superar com coragem”. Irado, não? Quando puder, ouça!

Grieves é um artista extremamente versátil, que transita por todas as vertentes do RAP/Hip-Hop, sempre com o mesmo nível de excelência. Grieves não costuma seguir um ‘padrão musical’; cada música é uma experiência diferente e é isso que o torna um dos artistas mais talentosos de sua geração. Em se tratando de Grieves, nós nunca sabemos ao certo se o seu próximo som vai ser algo mais underground, com aquele beat bem old school ou algo caindo mais parar o pop. A única coisa que podemos ter certeza sobre a próxima música de Grieves é que ela vai ser excelente!

Eu o vejo como um músico completo. Grieves detém total controle sobre suas obras: composição, arranjo e produção final. Com uma facilidade absurda em criar melodias, Grieves eleva o Hip-Hop a outro nível, com o uso de instrumentos musicais que não costumamos ouvir com tanta frequência nesse gênero musical, como pianos orgânicos, trompetes, baixos e guitarras. Isso sem citar o fato de que Grieves raramente erra no uso de samples em suas músicas. É incrível como ele sempre acerta no ponto quando se trata disso. Um exemplo claro é a música Irreversible, onde Grieves sampleou de forma genial a faixa Just An Old Fashion Love Song do lendário Paul Williams.

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Grieves atua em todas as áreas na produção de suas faixas (Reprodução: Facebook)

Mas definitivamente, o que mais distingue Grieves da maioria dos outros rappers é a sua extensão vocal. Além de rimar de forma incrível, quebrando as frases de maneira não muito ortodoxa – que até lembra um pouco o seu companheiro de gravadora Brother Ali – Grieves também canta os seus próprios refrões e faz isso extremamente bem. Essa versão ao vivo de Kidding Me mostra isso que acabei de dizer.

Resumindo, Grieves é um dos artistas mais talentosos e versáteis da atualidade e merece toda a nossa atenção. Não posso afirmar que muito em breve Grieves estará estourando nas rádios e o seu trabalho será reconhecido mundialmente, já que o sucesso no mundo da música depende de diversos fatores – e muitos nem são referentes à música de fato -, mas que Grieves tem talento o bastante para que isso ocorra, é fato!

Para finalizar, eis aqui o meu ‘Top 10’ de músicas do Grieves que você DEVE ouvir. Vai por mim, você não vai se arrepender!
#1Sunny Side Of Hell
#2Bloody Poetry | Bloody Poetry (Acústico)
#3Shreds
#4Lightspeed
#5October In The Graveyard
#6Breath Of Air
#7On The Rocks
#8Irreversible
#9Prize Fighter
#10No Matter What

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

Conheça Gian Galang, o artista que transforma astros do MMA em ilustrações

Se você é fã de MMA, com certeza já deve ter visto o trabalho de Gian Galang em algum lugar!

Dono de um estilo único, o artista que reside em Nova York é conhecido por suas impressionantes ilustrações, em sua maioria, de atletas de MMA. Dentre seus clientes, Galang já desenvolveu peças para empresas como Vice (Fightland), Nike e Reebok. Esta última lançou recentemente a camiseta oficial do UFC 208, desenvolvida pelo artista.

Montamos uma galeria para você conhecer o trabalho dessa fera! Confira!

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Irado, não?

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Autor: Lucas Rodrigues

#RNGD

 

Entrevista: Conheça Ta$, um dos novos talentos do RAP nacional

Thiago Soares, mais conhecido como Ta$, é um dos rappers mais talentosos do cenário nacional. Dono de letras impactantes, que abordam a vida cotidiana sob uma ótica bastante interessante, o artista da Makaveli Records conversou com a gente sobre vários assuntos, dentre eles, o primeiro álbum de sua carreira que acabou de sair do forno. Dá uma conferida na entrevista!

Quando ocorreu o seu primeiro contato com o RAP e em que momento da sua vida você decidiu que queria viver disso?

Meu primeiro contato com o RAP foi através do meu pai. Desde pequeno o RAP me chamava a atenção, mas foi um som do Da Guedes chamado “Bem Nessa” que me fez procurar saber mais sobre o estilo. Eu tinha 11 anos, e na época era muito difícil o acesso a esse tipo de material. Quase ninguém tinha uma fita ou um CD de RAP no meu bairro. Lembro que eu gravava em fitas os sons da rádio ou de um CD emprestado, e foi mais ou menos nessa época que escrevi minha primeira letra. Sem base, sem entender de flow, nada. Só o verso “cru” no papel. Com o tempo fui aprendendo mais sobre técnica, métrica e aos 15 anos larguei a escola e decidi que queria viver de RAP.

E quais são as suas influências no estilo?

Racionais MC’s me influenciou bastante. Sabotage, MV Bill, o próprio Da Guedes. Tupac pelo sentimento que botava nas músicas, Nas pela lírica. Eminem, 50 Cent, Ja Rule e por aí vai.

No fim de 2016, você lançou o primeiro disco da sua carreira, entitulado “Cada cabeça, uma sentença”. Conta mais um pouco dele pra gente!

Eu comecei a escrever as letras do álbum em 2014, ainda sem ter contrato com a Makaveli Records. Em 2015 começamos a gravações. O objetivo do disco é passar uma mensagem aos ouvintes, fazer com que eles prestem atenção no que as letras querem transmitir. Tentei contribuir liricamente para o RAP. Acho que isso é o mais importante.

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Capa do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (2016)

E qual a sua faixa preferida?

É difícil dizer. Acho que não tenho uma preferida. Fiz todas com a mesma dedicação.

Soubemos que foi você quem fez a arte do disco. Você também costuma se aventurar nesta área das artes gráficas ou isso aconteceu só nesse caso específico?

Sim! Logo quando comecei a compor, também me envolvi com outros elementos da cultura Hip-Hop, como o Graffiti. Sempre gostei de arte, desenhar sempre foi uma terapia pra mim. Acho até que isso me ajudou bastante com a criatividade nas composições.

Encarte digital do álbum “Cada cabeça, uma sentença” (Fonte: Original Tchê)

Como você vê a cena do RAP na região Sul do país?

Sinceramente, acho que falta união e mais apoio das próprias pessoas do movimento. Tem muita gente com talento, a cena é forte e tem uma rapaziada fazendo a cena crescer, mas ainda falta visibilidade. Na minha cidade, o público do RAP fortalece bastante, mais ainda rola um preconceito com o nosso estilo, talvez pela cultura da cidade mesmo, por ser uma realidade diferente.

E quais os pontos positivos e negativos de estar fora do eixo RJ-SP no que se refere à cena do RAP?

Não vejo pontos positivos. Acho que todo artista só alcança sucesso quando o som chega até o RJ ou SP. Nós aqui sabemos que, para fazer virar mesmo, o som  tem que chegar até esse eixo. Querendo ou não, é onde tudo acontece.

E o quão importante é a internet nesse sentido? Ela realmente ajuda a aproximar o seu trabalho do grande público?

Ajuda, aumenta a possibilidade do seu trabalho ir longe. O seu som pode ser ouvido em qualquer lugar do mundo. Com divulgação, publicidade, você consegue chegar até o seu público-alvo.

Além do seu trabalho, que de fato é excelente, quais outros artistas ou grupos de RAP de Caxias do Sul você indicaria para nossos leitores acompanharem seus trabalhos também?

O grupo R.A.P 054 faz um trampo da hora. É um grupo que eu faço parte e que une vários estilos. Acompanho de perto também o Cássio Rimador, Shamuska e MN Jhonas. Admiro muito o trabalho dessa rapaziada. Vale a pena conferir!

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Ta$ junto ao grupo R.A.P 054 durante apresentação

Para encerrar: se você pudesse dar um conselho para a galera que está pensando começar no RAP, qual seria?

Acho que procurar ser original, criar o seu próprio estilo. Hoje em dia eu vejo muitos rappers seguindo o que os outros fazem. Ser original e criativo nas letras, procurando sempre aprender. Buscar a própria essência e acreditar no seu trampo.

Acompanhe Ta$ e a Makaveli Records nas redes sociais!

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Autor: Lucas Rodrigues

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Tito Ortiz: O fim de uma era

No último sábado (21), foi escrito o último capítulo da história de Tito Ortiz dentro do MMA. O atleta se despediu do esporte derrotando Chael Sonnen por finalização no main event do Bellator 170.

Jacob Christopher Ortiz fez a sua estreia no MMA em 1997, quando ainda estava na faculdade, onde competia Wrestling. O evento em questão era o UFC 13, onde Tito competiu como amador e portanto não tinha direito a prêmios ou contratos. Após vencer Wes Albritton em apenas 31 segundos na primeira luta, Tito acabou sendo escolhido para substituir Enson Inoue, lesionado, na final dos meio-pesados contra Guy Mezger. Apesar de ter sido derrotado por Mezger, foi naquela noite que Ortiz se deu conta do que queria fazer pelo resto da vida.

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Pôster do UFC 13 (1997)

Tito Ortiz se tornou campeão dos meio-pesados do UFC em 2000 após vencer Wanderlei Silva no UFC 25: Ultimate Japan 3 e assim se manteve até 2003. Com o recorde de 5 defesas de cinturão bem-sucedidas, Tito tornava-se o maior nome da companhia na época, feito superado somente 8 anos depois, quando o fenômeno Jon Jones alcançou a sua 6ª defesa de título na divisão em março de 2013

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Tito Ortiz e alguns de seus cinturões do UFC

As histórias do MMA moderno e do “Bad Boy de Hutington Beach” se confundem. Tito foi peça fundamental para a popularização do MMA. Seu modo de promover as lutas foi importante para que fossem mudadas as opiniões pública e dos meios de comunicação, que até então ainda marginalizavam a prática das artes marciais mistas. Com o tempo, essa mentalidade foi mudando e essas pessoas, que anteriormente condenavam o MMA, passaram a enxergar a modalidade como um entretenimento e, acima de tudo, como um esporte.

É inegável o fato de que Tito Ortiz, junto a outros grandes nomes da companhia na época, como Randy Couture e Chuck Liddell, foram os responsáveis por levar a marca UFC a outro patamar. Este último, inclusive, foi um personagem importante na vida de Ortiz.

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Ortiz, Couture e Liddell nos bastidores do filme Contra o Tempo (2003)

Tito Ortiz e Chuck Liddell protagonizaram a que talvez seja a maior rivalidade do esporte. Os dois principais nomes da organização querendo matar um ao outro era o que o UFC precisava para promover a companhia. As provocações que ocorriam de forma incessante e o fato dos atletas já terem sido companheiros de treino no passado eram elementos que tornavam essa rixa entre os dois algo especial, atraindo a atenção de uma multidão de fãs e logo o UFC tratou de agir.

Os lutadores se enfrentaram pela primeira vez em 2004, no UFC 47. Dois anos depois, no UFC 66, Ortiz e Liddell não só promoveram uma luta de tirar o fôlego, como também quebraram todos os recordes de pay-per-view, fazendo com que este fosse o primeiro evento da franquia a atingir um milhões de pacotes vendidos. Tito Ortiz levou a pior em ambas, perdendo as duas lutas por nocaute. Uma terceira luta foi marcada para o UFC 115, mas Tito acabou se lesionando e dando lugar a Rich Franklin.

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Tito Ortiz x Chuck Liddell: Uma rivalidade histórica

Tito também foi um personagem importante na luta pelos direitos dos lutadores. O americano, que sempre pregou a criação de um sindicato a fim de proteger e garantir os direitos dos atletas, foi o primeiro a demonstrar publicamente sua insatisfação com a forma com que o UFC tratava os lutadores. Isso acabou gerando um forte desentendimento entre Tito Ortiz e Dana White, que rendeu até uma camiseta provocando o presidente da companhia na pesagem do UFC 84. Desentendimentos à parte, a verdade é que se hoje vemos o surgimento de diversas entidades com esse propósito, como a Mixed Martial Arts Athletes Association (MMAAA), muito se deve ao fato de Tito ter iniciado esse processo de conscientização dos atletas para essa questão há muitos anos atrás.

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A clássica camiseta “Dana is my bitch!” usada por Tito

Com um cartel de 19 vitórias e 12 derrotas, o Hall da Fama do UFC, que coleciona triunfos sobre grandes nomes do MMA como Evan Tanner, Wanderlei Silva e Vitor Belfort, se despede do esporte que ele ajudou a tornar popular e assim determina o fim de uma era.

Tito Ortiz é uma lenda, um ícone do MMA. Você pode amá-lo ou odiá-lo, mas nunca tratá-lo com indiferença ou negar o fato de que o atleta é um dos grandes responsáveis por tornar o MMA no esporte em que se tornou. Ortiz foi responsável por pavimentar o caminho para outros grandes nomes do esporte que hoje vemos no topo e merece o nosso respeito.

Como amante do MMA e fã declarado de Tito Ortiz, fica aqui o meu MUITO OBRIGADO!

#RNGD

Autor: Lucas Rodrigues